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Brasil lança Aliança Global contra a Fome com adesão de mais de 80 países

Iniciativa conta com a adesão da União Africana, União Europeia, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais

Por Redação em 18/11/2024 às 13:40:11
Cúpula dos Líderes do G20, no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes

Cúpula dos Líderes do G20, no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes

O Brasil lançou oficialmente, nesta segunda-feira (18), a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza na Cúpula de Líderes do G20, que acontece no Rio de Janeiro, e já conta com a adesão de 81 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, 9 instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.


O Brasil lançou oficialmente, nesta segunda-feira (18), a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza na Cúpula de Líderes do G20, que acontece no Rio de Janeiro, e já conta com a adesão de 81 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, 9 instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

Todos os países do G20 aderiram à aliança. Em nota atualizada, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome confirmou que a Argentina, que estava fora da lista até o momento da publicação da reportagem, também aderiu à iniciativa.

A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).


"Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças mendigando nas ruas e jovens sem esperança de um futuro melhor, não haverá paz. Sabemos, pela experiência, que uma série de políticas públicas bem desenhadas, como programas de transferência de renda, como o 'Bolsa Família', e refeições escolares nutritivas para crianças, têm o potencial de acabar com o flagelo da fome e devolver a esperança e dignidade para as pessoas", disse Lula.


Desde julho, a Aliança está aberta para adesões de membros para além do G20. O Brasil e Bangladesh foram os primeiros a aderir, seguidos por quase todos os membros do G20, incluindo a União Africana e a União Europeia, assim como vários países de todos os continentes.

A adesão é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário. Entre as ações estão os "Sprints 2030", que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.


A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.




Brasil lança Aliança Global contra a Fome com adesão de mais de 80 países
Cúpula dos Líderes do G20, no Rio de Janeiro
REUTERS/Ricardo Moraes

O Brasil lançou oficialmente, nesta segunda-feira (18), a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza na Cúpula de Líderes do G20, que acontece no Rio de Janeiro, e já conta com a adesão de 81 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, 9 instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

Todos os países do G20 aderiram à aliança. Em nota atualizada, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome confirmou que a Argentina, que estava fora da lista até o momento da publicação da reportagem, também aderiu à iniciativa.

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A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

"Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças mendigando nas ruas e jovens sem esperança de um futuro melhor, não haverá paz. Sabemos, pela experiência, que uma série de políticas públicas bem desenhadas, como programas de transferência de renda, como o 'Bolsa Família', e refeições escolares nutritivas para crianças, têm o potencial de acabar com o flagelo da fome e devolver a esperança e dignidade para as pessoas", disse Lula.

Desde julho, a Aliança está aberta para adesões de membros para além do G20. O Brasil e Bangladesh foram os primeiros a aderir, seguidos por quase todos os membros do G20, incluindo a União Africana e a União Europeia, assim como vários países de todos os continentes.

A adesão é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário. Entre as ações estão os "Sprints 2030", que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.

A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.


Veja a lista dos países e organizações que aderiram à Aliança.

  • 1. Alemanha
  • 2. Angola
  • 3. Antígua e Barbuda
  • 4. África do Sul
  • 5. Arábia Saudita
  • 6. Armênia
  • 7. Austrália
  • 8. Bangladesh
  • 9. Benin
  • 10. Bolívia
  • 11. Brasil
  • 12. Burkina Faso
  • 13. Burundi
  • 14. Camboja
  • 15. Chade
  • 16. Canadá
  • 17. Chile
  • 18. China
  • 19. Chipre
  • 20. Colômbia
  • 21. Dinamarca
  • 22. Egito
  • 23. Emirados Árabes Unidos
  • 24. Eslováquia
  • 25. Estados Unidos
  • 26. Espanha
  • 27. Etiópia
  • 28. Federação Russa
  • 29. Filipinas
  • 30. Finlândia
  • 31. França
  • 32. Guatemala
  • 33. Guiné
  • 34. Guiné-Bissau
  • 35. Guiné Equatorial
  • 36. Haiti
  • 37. Honduras
  • 38. Índia
  • 39. Indonésia
  • 40. Irlanda
  • 41. Itália
  • 42. Japão
  • 43. Jordânia
  • 44. Líbano
  • 45. Libéria
  • 46. Malta
  • 47. Malásia
  • 48. Mauritânia
  • 49. México
  • 50. Moçambique
  • 51. Myanmar
  • 52. Nigéria
  • 53. Noruega
  • 54. Países Baixos
  • 55. Palestina
  • 56. Paraguai
  • 57. Peru
  • 58. Polônia
  • 59. Portugal
  • 60. Quênia
  • 61. Reino Unido
  • 62. República da Coreia
  • 63. República Dominicana
  • 64. Ruanda
  • 65. São Tomé e Príncipe
  • 66. São Vicente e Granadinas
  • 67. Serra Leoa
  • 68. Singapura
  • 69. Somália
  • 70. Sudão
  • 71. Suíça
  • 72. Tadjiquistão
  • 73. Tanzânia
  • 74. Timor-Leste
  • 75. Togo
  • 76. Tunísia
  • 77. Turquia
  • 78. Ucrânia
  • 79. Uruguai
  • 80. Vietnã
  • 81. Zâmbia
  • 82. União Africana
  • 83. União Europeia

Fonte: BAND

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